terça-feira, 19 de junho de 2007

pré-desvario no.2

e, bem, a repercussão (se é que pode se chamar assim) do blog foi maior do que eu esperava. gerou até mesmo um comentário que agradou-me muitíssimo, tanto por ser um exemplo claro da boa escrita, algo que prezo acima de muito (não, não acima de tudo) quanto por conter palavras de estímulo e reconhecimento por parte de alguém cuja escrita considero superior à minha, e que transcrevo a seguir, sem a devida autorização do autor:
"minha criança, interessa-me muito observar teu crescente desenvolvimento literário. favor habilitar a função 'comentários' para que os interessados (sim, além de mim certamente há outros) possam também devanear sobre teus escritos.talvez vejas, com o tempo, que nem tinhas tanto a dizer. mas esforça-te para que, enquanto aches graça nessa brincadeira de poetizar, teus escritos venham da alma e traduzam o que não consegues exprimir vocalmente, ou artisticamente, ou em todas as outras formas inventadas de se dizer o que não pode ser dito. aguardo ansiosa."
é interessante notar o quanto um elogio vindo de alguém que considero mais hábil do que eu na arte da escrita (que no meu caso não chega a ser arte, mas um instrumento de expressão) pode ser valoroso. notando-se bem, não há crítica alguma contida no texto, seja ela positiva ou não, mas apenas a constatação de um "crescente desenvolvimento literário" (o que não configura necessariamente um melhora). talvez a necessidade de um comentário de cunho enaltecedor tenha-se feito presente em minha interpretação das palavras; talvez não haja de fato elogio algum; talvez haja e tais conjecturas estejam sendo em vão. não, conjecturar a respeito do que quer que seja dificilemte é algo que se faz em vão, e provavelmente neste caso não o é. e na verdade creio que estas linhas começaram a divagar a respeito da validade das conjecturas, algo que afasta-se do objetivo inicial do texto, o que me faz constatar que chegou o momento de encerrá-lo. agora já chega.